Universidade Federal de Pernambuco Centro de Artes e Comunicação / Departamento de Letras / Apóio PROEXT
FÓRUM DE LINGÜÍSTICA DINÂMICA GRUPO DE LINGÜÍSTICA DINÂMICA
Coordenador: Prof. Dr. Antonio Torre Medina
DEBATE SOBRE AS QUESTÕES LINGÜÍSTICAS
Os novos dados da Lingüística Dinâmica e Integrativa mostram que a língua não é somente um SIGNO para expressar sentidos e significados, pois é também UM MODO DE AÇÃO E UM SISTEMA ENERGÉTICO. A língua é um sistema produtor de energias, forças, efeitos, eficácia, competência, vitalidade, competitividade, produtividade e poder, nas esferas da sociedade, da cidadania, da profissão, da empresa, da política, da economia, da cultura, das relações humanas, relações sociais, relações públicas e relações internacionais. Tudo isto precisa ser normalmente ensinado, estudado e desenvolvido nos Cursos de Letras e na formação universitária geral para o aperfeiçoamento da capacitação profissional e empresarial.
Nós, estudantes e profissionais de Letras, e de todas as categorias, precisamos tomar consciência do seguinte: Em razão de uma política lingüística elitista maquiavélica, os setores da inércia do conservadorismo das escolas lingüísticas do século XX confabularam-se com a macro-política e ENGANARAM a cultura e a civilização com vários sofismas misturados nas suas teorias. Por meio desse jogo de sofismas camuflados, IMPEDIRAM a aplicação do Paradigma Energético aos campos da língua e da linguagem, e o normal desenvolvimento das ESPECIALIDADES ENERGÉTICAS da lingüística. Fizeram isso em detrimento da formação de Letras e da capacitação profissional e empresarial das categorias, afetando como conseqüência todo o sistema educativo, o sistema produtivo e o sistema econômico de Pernambuco, do Nordeste e do Brasil, para prejuízo do povo brasileiro (para prejuízo de 90% da população: os trabalhadores, a classe média e as camadas de baixa renda).
O Sistema é muito poderoso para realizar a concentração do capital. Porém, precisamos refletir sobre as implicações de tudo isso, para fazermos os devidos reajustes na educação em benefício da inclusão do brasileiro e em prol do desenvolvimento da capacitação profissional e empresarial das categorias.
Venha participar do III Curso de Lingüística Dinâmica, que realizaremos nos dias 14, 16, 18, 21, 23 e 25 de setembro de 2009, das 13 às 18 hs, na UFPE. Curso gratuito. Inscrições abertas Via Internet pelo SITE: www.ufpe.br/linguisticadinamica FONE para contatos: 30771786.
Envie esta mensagem e convite às listas de E-Mails de seus amigos e conhecidos. Vamos fazer uma grande corrente para alcançar a meta. Que os cursos de Letras, e os cursos das Universidades, Faculdades e Institutos ofereçam a disciplina Lingüística Dinâmica e Integrativa, com os seguintes objertivos: a) Para a transmissão dos novos conhecimentos científicos e tecnológicos sobre os sistemas energéticos da língua; b) A dinamização do ensino da língua portuguesa e das línguas estrangeiras; c) O desenvolvimento das habilidades e forças lingüísticas da cidadania e da produtividade profissional e empresarial, em prol do aperfeiçoamento da formação e da capacitação.
Visite e leia o site: www.ufpe.br/linguisticadinamica
Universidade Federal de Pernambuco Centro de Artes e Comunicação / Departamento de Letras
III CURSO DE LINGÜÍSTICA DINÂMICA: AS FORÇAS DA LÍNGUA PARA O BRASIL
O Fórum de Lingüística Dinâmica, da UFPE, convida aos professores, pesquisadores, profissionais e estudantes de graduação e pós-graduação de letras, lingüística, literatura, comunicação, jornalismo, TV, radialismo, turismo, design, publicidade, marketing, arte e expressão artística, expressão gráfica, música, canções, informação, biblioteconomia, arquitetura, urbanismo, psicologia, sociologia, educação, pedagogia, administração pública e privada, gerência, secretariado executivo, relações públicas, relações humanas, serviço social e áreas afins, para participarem do III Curso de Lingüística Dinâmica.
A língua é um sistema produtor de energias e forças. A Língua Portuguesa é a força maior do brasileiro, o instrumento principal da cidadania e da produtividade profissional e empresarial do Brasil.
Negócios e empreendimentos bem sucedidos? O segredo está na língua !
Vamos tratar sobre a importância das forças da língua para a cidadania, o êxito na profissão, na administração empresarial, na gerência dos negócios, no empreendedorismo e no desenvolvimento de Pernambuco, do Nordeste e do Brasil.
Venha adquirir este novo enfoque dinâmico sobre a língua e a linguagem.
Curso Grátis, matrículas limitadas: Promoção da UFPE, uma universidade pública e gratuita.
DATA DE REALIZAÇÃO:
• Dias 14, 16, 18, 21, 23, 25 de setembro / 2009 • Horário: Das 13h às 18h. • Carga Horária: 30 h/a. • Local: Auditórios do CAC e CFCH Campus Universitário / UFPE Recife – PE INSCRIÇÕES VIA INTERNET: Pelo Site: www.ufpe.br/linguisticadinamica Clicar em: III Curso de Lingüística Dinâmica Clicar em: Ficha de Inscrição. Preencher a ficha de inscrição e enviar para os E-Mails: Lingdinam@yahoo.com.br e flinguisticadinamica@yahoo.com.br
FONES: 30771786 / 32685847 / 88185623
• Envie este convite à sua lista de E-Mails de amigos e conhecidos. • Venha se integrar nesta campanha pela valorização da língua e o desenvolvimento de Pernambuco e do Brasil.
REALIZAÇÃO:
Fórum de Lingüística Dinâmica Departamento de Letras COORDENAÇÃO GERAL: Prof. Dr. Antonio Torre Medina
III CURSO DE LINGÜÍSTICA DINÂMICA: AS FORÇAS DA LÍNGUA PARA O BRASIL
Realização: 14, 16, 18, 21, 23 e 25 / setembro 2009 LOCAIS: Auditório do CAC e do CFCH / UFPE
Curso Grátis Oferecido pela UFPE, uma universidade pública, gratuita e de qualidade
Realização: Universidade Federal de Pernambuco PROEXT / Departamento de Letras / CAC. Coordenação: Prof. Dr. Antonio Torre Medina Vice-coordenação: Profa. MSc. Simone Dias
1 – INTRODUÇÃO
O III Curso de Lingüística Dinâmica é um curso extensionista que faz parte do Projeto de Lingüística Dinâmica, registrado na Pró-Reitoria de Extensão – PROEXT, da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, com o número SB38868/07. O tema a desenvolver é: As Forças da Língua para o Brasil. O objetivo é valorizar e potenciar as forças da língua em benefício do progresso cultural, produtivo e econômico de Pernambuco, do Nordeste e do Brasil, com especial atenção para o estudante e o profissional de Letras e de Educação. Esta idéia fundamenta-se numa concepção dinâmica da força e da potência da língua, na cidadania, na educação, na profissão e na empresa. Parte de uma Mudança de Paradigma na área lingüística e na área educativa, que considera os seguintes postulados:
i) “Tudo na língua é energia e força por dentro e por fora” (Aristóteles). A língua é um sistema produtor de energias, forças e produtividade: Pesquisas em Lingüística Dinâmica comprovam que a língua emite energias e forças para a eficácia na produtividade profissional e empresarial. Saber lidar eficazmente com as inúmeras forças que a língua produz é o grande segredo do sucesso em qualquer tipo de empreendimento.
ii) Empreendimentos bem sucedidos? O segredo está na língua; O êxito nas atividades profissionais e no mercado do trabalho? O segredo está na língua. O sucesso da empresa? A força maior se processa pelo desenvolvimento e a eficácia das habilidades e forças lingüísticas.
iii) Professor e educador competente, bem sucedido?: O segredo está na língua, na forma eficaz de utilizar os signos e as forças lingüísticas na sua ação educativa: Não há educação eficaz sem força lingüística;
iii) A Língua Portuguesa é a força maior do brasileiro, o instrumento principal da produtividade profissional e empresarial no Brasil: o instrumento supremo da sociedade, da cidadania, da educação, da profissão, da empresa, da economia e das comunidades.
O ato de fala, o discurso e o texto do educador competente produzem forças pedagógicas no seu funcionamento nas aulas; O ato de fala, o discurso e o texto do administrador, no exercício das suas atividades na direção da empresa, produzem forças administrativas; O ato de fala, o discurso e o texto do profissional competente geram forças produtivas para o crescimento do negócio e da empresa; O ato de fala, o discurso e o texto do Juiz, do Promotor e do Advogado de Defesa no processo judicial, produzem forças jurídicas; O ato de fala e o discurso do cidadão produzem forças para a construção e fortalecimento da cidadania, na defesa dos seus interesses e direitos. Por estas razões, é preciso desenvolver as habilidades e forças lingüísticas do estudante, em breve, profissional ou empresário, para o incremento das suas capacidades produtivas, da sua negociação no mercado de trabalho, na administração empresarial, na gerência dos negócios e nos empreendimentos; Para a excelência na capacitação dos profissionais, trataremos sobre: 1. O papel das forças lingüísticas na formação de letras e na capacitação profissional e empresarial das categorias; 2. O papel das forças integradas da língua, da imagem e da cor no projeto de Design, de Publicidade e de Marketing; 3. As forças da língua nas artes gráficas, expressão gráfica e desenho, no processo da criação, e nas atividades do mercado de trabalho; 4. As forças integradas do texto, da imagem e da diagramação no jornalismo gráfico; 5. As forças integradas da língua, da imagem, do som, da voz, da melodia, do ritmo e da coreografia, na televisão e na rádio; 6. As forças da língua na comunicação social, no turismo, nas relações públicas, nas relações humanas e no empreendedorismo; 7. As forças da língua para o êxito no campo das artes e da expressão artística, nas artes cênicas, representativas e plásticas; 8. As forças da língua nas letras das canções, especialmente na canção brasileira na sua execução pelo artista; Assim, fundamentados na idéia matriz da potência da língua, propomos efetivar o desenvolvimento das habilidades e forças lingüísticas da cidadania e da produtividade profissional e empresarial dos estudantes, em breve, profissionais e empresários, para impulsionar a sua capacitação e produtividade para o crescimento produtivo e econômico de Pernambuco, do Nordeste e do Brasil.
2. MATERIAIS E MÉTODOS
Para a pesquisa e a transmissão dos conhecimentos científicos e tecnológicos no curso, serão utilizados os seguintes materiais e métodos:
MATERIAIS PARA A PESQUISA: 1. Nos campos da Lingüística Dinâmica Empresarial, utilizaremos como materiais corpus constituídos por atos de fala, discursos e textos de empresários na direção das empresas, e de funcionários e trabalhadores da empresa na realização das suas atividades produtivas; 2. Nos campos da Lingüística Administrativa e Gerencial, corpus constituídos por atos de fala, textos e discursos do administrador, gerente ou executivo, no exercício das suas atividades profissionais; 3. Nos campos da Lingüística Dinâmica das categorias profissionais, corpus contendo atos de fala, discursos e textos em uso pelas mesmas nas suas atividades produtivas; 4. Nos campos da Lingüística Dinâmica de Letras, Lingüística e Literatura, corpus contendo atos de fala, discursos e textos da área, especialmente, atos da persuasão, da retórica, da oratória, poemas e obras literárias,
MÉTODOS DA PESQUISA: Procedimentos empíricos, analíticos e de experimentação lingüística sobre os corpus, sendo que as análises deverão ser realizadas levando em conta as relações de causa e efeito entre os sistemas lingüísticos usados e os resultados alcançados.
MÉTODOS DO CURSO: Cada professor poderá utilizar livremente os procedimentos que considerar melhor ou mais adequados para o seu campo: palestras, exposições, seminários, encenações, dinâmicas, data show, etc.
3. RESULTADOS
Esperamos obter como meta a ser alcançada os seguintes resultados:
1) O desenvolvimento das habilidades e forças lingüísticas para a negociação no mercado de trabalho, a administração empresarial, a produtividade profissional, a gerência dos negócios e os empreendimentos; 2) O desenvolvimento da competência lingüística e comunicativa em função da administração empresarial, da liderança e da coordenação das atividades produtivas. 3) O desenvolvimento das habilidades e forças lingüísticas dos estudantes e profissionais de Letras, em beneficio de uma maior eficácia no ensino e na ação educativa nas áreas de letras, lingüística, literatura, discurso, texto, oratória e retórica; 4) O desenvolvimento da capacidade de seleção de palavras fortes e expressões eficazes para a composição das peças nos projetos de Marketing, Publicidade e Design; 5) O desenvolvimento das forças do texto, da imagem e da diagramação na comunicação do jornalismo gráfico, jornais e revistas; 6) O desenvolvimento das habilidades e forças da língua nas artes gráficas, na expressão gráfica, no desenho e na plástica tanto no processo da sua criação, como nas atividades no mercado de trabalho; 7) O desenvolvimento das habilidades e forças da língua, da imagem, do som, da voz, da melodia, do ritmo e da coreografia, na televisão, na rádio e nas técnicas audiovisuais, na expressão artística, nas artes cênicas, representativas, dramáticas, e plásticas, no turismo, nas relações públicas e relações humanas; 8) O desenvolvimento das habilidades e forças lingüísticas para as atividades profissionais nas áreas de arquitetura e urbanismo;
4. DISCUSSÃO
1. O foco central do curso é uma Mudança de Paradigma no campo lingüístico e educativo, conforme o sentido dos termos na concepção científica de Thomas Kuhn: Efetivar a substituição do Paradigma Estático, Linear e Absoluto, dominante na lingüística do século XX, pelo Paradigma Relativo, Dinâmico, Energético, Interdisciplinar e Integrativo (inspirado nos princípios científicos da Teoria da Relatividade de Albert Einstein, das Regras do Discurso do Método de René Descartes e das especialidades científicas avançadas, que aplicam o Paradigma Energético à pesquisa do campo).
2. Os novos dados mostram que a língua não é um sistema só e muito menos um sistema estático, como as escolas defenderam na tradição e no século XX. E sim, um Sistema de Sistemas constituído pela união integrada de Sistemas Estáticos, Modelares, Dinâmicos, Sígnicos, Pragmáticos, Energéticos, Verbais e Não-verbais, que funcionam juntos e integrados no ato de fala, na conversação, no discurso, no texto e na obra: A língua é um sistema produtor de energias, forças e produtividade.
3. Pelas contingências da história, a lingüística herdada do século XX é uma ciência relativamente atrasada em relação à física atômica e nuclear, à biologia, ecologia, astronomia, oceanografia, geodésia e outras ciências avançadas, porque não aplicou o Paradigma Energético à pesquisa dos sistemas da língua produtores de energias, forças, produtividade e poder, e não desenvolveu as suas Especialidades Energéticas.
4. Por não efetivar o desenvolvimento das habilidades e forças lingüísticas da produtividade profissional e empresarial, a lingüística herdada do século XX é um fator de atraso que prejudica a capacitação profissional e empresarial das categorias, e, como conseqüência, afeta a produtividade das empresas, bem como o sistema produtivo e econômico. Por isso, é preciso superar esse atraso;
5. A Lingüística Dinâmica concentra a sua atenção na aplicação do Paradigma Dinâmico e Energético à pesquisa dos sistemas lingüísticos produtores de energias, forças, produtividade e poder na sociedade, na cidadania, na profissão, na empresa e nos empreendimentos, para impulsionar o desenvolvimento das habilidades e forças lingüísticas da cidadania e da produtividade profissional e empresarial dos estudantes e profissionais.
5. CONCLUSÃO
Pelas forças da língua e as mudanças propostas para as teorias lingüísticas e o modelo educativo, busca-se contribuir eficazmente para o desenvolvimento cultural, produtivo e econômico de Pernambuco, do Nordeste e do Brasil.
6. REFERÊNCIAS
1. ARENS, Hans. (1975). La lingüística: Sus textos y su evolución desde la antigüedad hasta nuestros días, (2 vol.), Madrid: Gredos. 2. AUSTIN, John Langshaw (1990) Quando dizer é fazer: Palavras e ação. Porto Alegre: Artes Médicas. 3. HUMBOLDT, W. Von. (1991) Escritos sobre el lenguaje. Editor e tradutor: Andrés Sánchez Pascual. Prólogo de José Maria Valverde, Barcelona: Península (1767-1835). 4. LEVINSON, Stephen. (1983). Pragmática. Barcelona, Teide, 1989. 5. MALINOWSKI, Bronislaw. (1923) “El problema del significado en las lenguas primitivas”, em OGDEN y RICHARDS (1923) El significado del significado; trad. Eduardo Prieto, Buenos Aires, Paidos, 1954, pág. 310-352. 6. MEDINA, Antonio Torre (2005) O Poder da Língua no Âmbito Jurídico: Princípios de Lingüística Jurídica: A Capacitação do Estudante de Direito, Fortaleza: Livraria Gabriel; 7. _____________ (1999) La Energía Lingüística en la Interacción Comunicativa Verbal y No-verbal. Ensayo. Espanha, Barcelona: Universidad de Barcelona; 8. _____________ (2006) Princípios de Lingüística Dinâmica e Integrativa (Mimeógrafo). 9. ______________ (2003) La «Enérgeia» humboldtiana en una perspectiva pragmática. Barcelona: Universidade de Barcelona; 10. _____________ (1999) El poder da la lengua en la sociedad y en la vida del profesional. Anais do IVº Seminário da APEC, Barcelona, Espanha; 11. ____________ (2004) La Noción de Fuerza Ilocutiva en la obra ‘Cómo hacer cosas con palabras’ de Austin. (Tese doutoral) http://www.tdx.cesca.es/TDX-1001104-094226/. Barcelona: Universidade de Barcelona.
7. PARTICIPANTES / EQUIPE DE TRABALHO
Nº de participantes previstos: 400, entre estudantes, professores, pesquisadores e profissionais, com ampla participação dos estudantes de Letras, estudantes do CAC, do CE e do CCSA, da UFPE, bem como professores e diretores da Rede de Ensino do Estado de Pernambuco.
Equipe de Trabalho: 26 Professores palestrantes: Doutores e Mestres 14 Monitores 10 Membros da equipe de apoio.
Mais informações: Consultar o Relatório Final do II Curso de Lingüística Dinâmica: Proc. 23076.006970/2008-04. Registro SIEX nº 499981/2008.
Precisamos entender algumas coisas importantes na vida do povo e do Brasil. É uma inverdade aquela falsa idéia que os setores da inércia do conservadorismo das escolas lingüísticas do século XX ensinaram, e tentam impor a todos como se fosse um princípio absoluto e universal da ciência: Que “A LÍNGUA É ESTÁTICA”. Longe de ser um princípio científico, essa idéia é o jogo da política lingüística elitista retratada na obra O Príncipe de Maquiavel, que o governo e o sistema aplicam na sociedade:
“Todo o poder lingüístico para o Príncipe, nenhum poder lingüístico para o povo, igualmente, para os plebeus e escravos no passado, como para os trabalhadores, classes médias e camadas de baixa renda da atualidade”.
O Príncipe é na visão maquiavélica da sociedade a encarnação do governo, dos políticos, das elites e dos grandes ricos. Desde o tempo da colônia e Dom Pedro II, os governos e os políticos sempre quiseram que os trabalhadores e os estudantes acreditassem nesse sofisma de que “a língua é estática”, e ficassem sem força lingüística para a defesa dos seus interesses e direitos. Por isso, até hoje, os estudantes de letras são preparados para ensinarem a Língua Portuguesa e as Línguas Estrangeiras como se fossem somente signos, formas, estruturas e atos de fala: Como se não tivessem nenhuma capacidade produtora de energias, forças, efeitos, eficácia, competência, vitalidade, competitividade, produtividade e poder, nas esferas da sociedade, da cidadania, da profissão, da empresa, da economia, da política, da religião, das relações públicas, relações humanas, relações sociais e relações internacionais. O povo precisa entender que isso não tem nada de ciência, que é o jogo de uma política lingüística elitista que lhe prejudica. Que há séculos a inércia do conservadorismo da lingüística se junta com os políticos elitistas para fazer acreditar a todos que esse sofisma é a mais pura e absoluta verdade da ciência. Há séculos que os setores da inércia do conservadorismo da lingüística, que impõem, com os seus jogos religiosos, políticos, retóricos e ideológicos, esse sofisma, e impedem o normal desenvolvimento das Especialidades Energéticas da ciência da língua: Estão enganando à cultura e à civilização. Será que a sociedade vai permitir que isso se perpetue indefinidamente ao longo dos próximos séculos? É um jogo camuflado muito perverso: Enganam os estudantes e profissionais de letras, os professores do ensino básico, médio e superior, todas as categorias profissionais, o sistema educativo, o sistema produtivo e o sistema econômico de Pernambuco, do Nordeste, do Brasil e de todo o Terceiro Mundo. O espírito maquiavélico que domina na política não está preocupado com a realidade e a situação do povo. Vocês já sabem o que acontece, na verdade do sistema. O objetivo do sistema é sempre o máximo de produtividade e o máximo de concentração do capital nas mãos de uns poucos capitalistas super-privilegiados, sem se preocupar para o fato de que o trabalhador e o podo necessita condições de vida dignas e justas. Por isso, no Brasil e em todo o mundo, o sistema produz riquezas imensas, riquezas fabulosas, como nunca antes ao longo de toda a história da humanidade; porém, deixa milhões de brasileiros e bilhões de seres humanos na miséria, na pobreza e na marginalização. Quanto más força e tecnologia o capital tem na sua mão, maior o número de desempregados e homens excluídos e marginalizados passando fome e miséria. Um exemplo claro e evidente disso é o dos bancos. Com as máquinas de auto-atendimento desempregaram a muitos milhares de brasileiros, que viviam do seu trabalho nas entidades bancárias. Assim, quanto mais avança a ciência e a tecnologia, é maior a quantidade de desempregados, excluídos e marginalizados. O presidente não é propriamente um presidente do povo, que defendesse os interesses e direitos da população brasileira (isso é o engano do discurso bonito); e sim um gerente do capital, para manter iludido o povo e ampliar os lucros do capital. Por isso, os bancos e as mega-empresas têm lucros fabulosos, enquanto o povo passa fome e miséria. Aquela crise do sistema capitalista, que começou nos ES UU de América do Norte no final do ano passado, e está prejudicando a todo o mundo, é um jogo maquiavélico na confrontação entre os capitalistas para efetivarem uma concentração maior do capital. É uma luta dos capitalistas, uns engolindo os outros, para ver quem concentra mais capital. Mas, nesse jogo maquiavélico, os realmente prejudicados são os trabalhadores, as classes médias e o povo. Nesse contexto social e político, o instrumento maior do trabalhador na defesa dos seus interesses de direitos é a língua coletivamente utilizada, com muita força política, muito poder. Ninguém se iluda. Os discursos bonitos dos políticos, que badalam, declarando com palavras enfeitadas que defendem os direitos do povo, são para iludir os trabalhadores e mantê-los alienados e acomodados, aceitando a situação em que toda a população é colocada; porque, repetimos, o objetivo do sistema é o máximo da produtividade e o máximo de concentração do capital nas mãos das elites. O trabalho e a produtividade são cada vez maiores, porém, é também cada vez maior a fome e a miséria no meio do povo Por isso, a luta dos trabalhadores por melhores condições salariais e melhores condições de vida e subsistência é muito importante. Porque, quando as categorias são capazes de concentrarem milhões de trabalhadores nas manifestações pela defesa democrática dos seus interesses e direitos, por um salário digno, condições de trabalho justas, uma jornada de trabalho racional e segurança nas atividades laborais, como conseguem, por exemplo, os trabalhadores na França, os atos de fala e os discursos dos líderes sindicais adquirem maior força. Em determinadas circunstâncias e condições, podem adquirir muita força para obrigar os patrões e o governo a concederem novos benefícios e direitos. Eis aqui a lição que a Lingüística Dinâmica e Integrativa nos deixa neste dia do trabalhador de 2009: A língua é um sistema de força e poder.
Quando no dia do aniversário da sua mãe, Estéfana lhe parabeniza dando-lhe um abraço carinhoso e dizendo-lhe:
“Mamã, parabéns, muitas felicidades. Te amo muito”,
As palavras de Estéfana naquele ato de fala são ao mesmo tempo:
a) Um SIGNO que expressa sentidos, como dizem as teorias sígnicas da tradição e do século XX;
b) Uma AÇÃO, a parte fundamental da ação dos parabéns;
c) Um sistema produtor de energias, lingüísticas, psíquicas, mentais, comportamentais e sociais.
Neste sentido, o ato de fala ou enunciado de Estéfana não é somente um signo que expressa sentidos e significados (como dizem as teorias lingüísticas do passado), pois é também um sistema energético, produtor de energias e forças lingüísticas, psíquicas, mentais, comportamentais e sociais.
As teorias lingüísticas da tradição e do século XX, que definem a língua como signo a partir de um ponto de vista unívoco, linear e dicotômico, e negam os sistemas lingüísticos energéticos, são visões da linguagem pobres, unilaterais e reducionistas, que merecem ser superadas e corrigidas, porque ferem as Regras do discurso do Método de René Descartes e os princípios científicos da Teoria da Relatividade de Albert Einstein.
Esse enunciado de Estéfana no dia do aniversário da sua mãe produz três tipos de efeitos, de tal maneira que manifesta três tipos de sistemas lingüísticos, porque pelos princípios da ciência, não há efeito sem causa:
a) Primeiro tipo de efeitos: Expressa sentidos e significados; e por isso, manifesta a existência de signos, que é o primeiro tipo de sistemas lingüísticos que observamos;
b) Produz energias e forças psíquicas, mentais, comportamentais, interativas e sociais, pelos sistemas energéticos, que é o segundo tipo ou conjunto de sistemas lingüísticos;
c) É uma ação pragmática, pois as palavras são uma parte fundamental da ação.
Os setores da inércia do conservadorismo que durante décadas e séculos persistiram em impedirem radicalmente o normal desenvolvimento das Especialidades Energéticas da lingüística com meios religiosos, políticos, retóricos e ideológicos ditatoriais, impediram a realização da pesquisa sobre os sistemas lingüísticos produtores de energias e forças, prejudicando a cultura e a civilização: Prejudicam a formação dos estudantes e profissionais de letras, a formação dos professores do ensino básico, médio e superior, a capacitação profissional e empresarial de todas as categorias, o sistema educativo, e como conseqüência, o sistema produtivo e econômico de Pernambuco, do Nordeste, do Brasil e do Terceiro Mundo.
Os lingüistas que nos inícios do século XXI não vêm que a língua produz energias e forças lingüísticas e psíquicas, têm uma Cegueira Paradigmática, conforme o sentido dos termos na visão científica de Thomas Kuhn e Albert Einstein. Com termos populares, podemos dizer que são “cegos” no plano da ciência, pseudo-pesquisadores sem a mínima capacidade empírica e analítica para a pesquisa sobre o fenômeno lingüístico.
A língua é o maior instrumento de diversão e alegria.
Os lingüistas do século XX que não viram isso nas suas teorias são cegos: Têm uma cegueira Paradigmática.
Vamos analisar alguns exemplos de como a língua produz diversão e alegria nas letras das canções do carnaval, vários tipos de energias psíquicas, mentais, comportamentais e sociais.
Saudações carnavalescas. Hoje, sábado de carnaval, participando do espetáculo vivo y apaixonante do Galo da Madrugada pelas ruas do Recife, observo e analiso o funcionamento da língua. Percebo ao vivo e a cores que as palavras e frases das letras das canções não somente expressam sentidos e significados que o povo entende, como também produzem energias e forças emotivas e sentimentais de alto grau de intensidade: Alegria e prazer; energias psíquicas, mentais, estéticas, lúdicas e eróticas com calor emocional altíssimo, entusiasmo imenso, grande paixão, amor ardente, afeto profundo e, às vezes, uma força afetiva e sensual tão intensa com paixão dominadora e cega, obsessão. É também entusiasmo vivo, atividade intensa e frenética, vários tipos de energias interativas, comportamentais e sociais.
Será que os defensores das teorias lingüísticas dicotômica, que postulam a obsoleta idéia de que “a língua é estática”, poderão provar algum dia que “isso não existe”? Porque perante tamanha retórica e falácia que inventaram, impedindo o normal desenvolvimento das Especialidades Energéticas da lingüística, eu respondo com uma expressão bem brasileira: Estão querendo tampar o sol com uma peneira (ideológica) para provar que o sol não existe.
Os dados observados e observáveis mostram que as energias lingüísticas funcionam junto com os sentidos e os significados no dinamismo lingüístico das mensagens carnavalescas do frevo e do maracatu, no evento do Galo da Madrugada, e durante todas as festividades do carnaval do Recife e Olinda.
O frevo ferve e o povo freva pelas ruas na folia carnavalesca, enquanto que a língua e a música das canções funcionam juntas, criando energias e forças carnavalescas que movimentam a multidão, que dança freneticamente pelas ruas enchendo a alma e o espírito de energia positiva, dinamizando a existência do povo e da nação. A energia lingüística na festa popular é uma forma de oxigenação / energização coletiva do povo na sua luta e esforço pela subsistência.
Deste modo, a língua, a música e o ritmo funcionam juntos e integrados nas canções do carnaval, produzindo energias e forças psíquicas e mentais positivas no ritmo frenético do frevo e do coração, que bate a galope com uma intensidade maior.
Vamos fazer um trabalho de pesquisa sobre as energias lingüística nas canções do carnaval pernambucano.
TEMA:
As Energias Lingüísticas no Hino do Galo da Madrugada (Corpus 1)
PROBLEMA:
O problema se levanta de várias formas:
a)Pela aplicação da DÚVIDA CARTESIANAsobre as concepções lingüísticas herdadas do século XX;
b)Pela confrontação das posições teóricas da lingüística herdada do século XX e os resultados das novas pesquisas da Lingüística Dinâmica e Integrativa, pela aplicação do PARADIGMA ENERGÉTICO e o desenvolvimento das ESPECIALIDADES ENERGÉTICAS da lingüística;
c)Porque se levanta a dúvida sistemática sobre se a Letra do Hino do Galo da Madrugada somente expressa sentidos, significados e significações (como defendeu a Gramática Tradicional e o Estruturalismo Formalista), ou se produz também, junto com os Sentidos/Significados/Significações, Energias e Forças;
d)Porque se levanta a dúvida cartesiana sobre se a Letra do Hino do Galo da Madrugada é um texto que está constituído somente por Signos ou Sistemas Sígnicos, ou se está constituído pela união integrada de Sistemas Sígnicos e Sistemas Energéticos.
ESTADO DA QUESTÃO:
Igualmente, a Gramática Tradicional e o Estruturalismo Formalista do século XXdefenderam a idéia de que “a língua é Signo, ou Sistema de Signos, e somente Signo”. Porém, os dados das pesquisas da Lingüística Dinâmica e integrativa mostram indícios e evidências de que a língua, ao mesmo tempo, expressa Sentidos e produz Energias e Forças. Deste modo, a língua está constituída pela união integrada de Sistemas Sígnicos e Sistemas Energéticos. Portanto, é preciso, por um lado, levantar a DÚVIDA CARTESIANAsobre as teorias lingüísticas da tradição e do século XX, e verificar, reforçar ou confirmara hipótese que vamos formular a continuação.
OBJETIVO:
Verificar a hipótese que formulamos a continuação.
HIPÓTESE:
Formulamos a seguinte hipótese para a sua verificação:
O Hino Galo da Madrugada (Corpus 1) não é somente um Signo, ou Sistema de Signos, pois é ao mesmo tempo UM SIGNO (que expressa sentidos/significados/significações), UMA AÇÃO (a ação pragmática da canção), e UM SISTEMA ENERGÉTICO, um sistema produz energias e forças lingüísticas, psíquicas, mentais, comportamentais e interativas.
Portanto, se postula a hipótese de que a letra da canção, um conjunto de versos, texto ou pedaço da língua portuguesa, está constituída pela união integrada de um conjunto de Sistemas Sígnicos, um conjunto de Sistemas Pragmáticos e um conjunto de Sistemas Energéticos. Possui lado a lado uma camada de Sistemas Sígnicos e uma camada de Sistemas Energéticos.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:
Vamos utilizar articulados e integrados dois tipos de procedimentos científicos para a verificação da hipótese:
a)PROCEDIMENTOS DE OBSERVAÇÃO EMPÍRICA;
b)PROCEDIMENTOS ANALÍTICOS.
PROCEDIMENTOS DE OBSERVAÇÃO EMPÍRICA são os procedimentos científicos de observação dos efeitos e tipos de efeitos que os sistemas lingüísticos produzem.
Para perceber a Energia Lingüística que produz ou gera o texto do Corpus 1 na concentração do Galo da Madrugada, no carnaval pernambucano, é preciso analisar os elementos (as formas, estruturas, palavras, sintagmas e frases, e os efeitos que produzem) a partir de duas coordenadas:
a)A partir da coordenada das relações entre os sistemas verbais e os não-verbais;
b)A partir da coordenada das relações de causa e efeito.
Deste modo, é preciso perceber as relações de causa e efeito no fenômeno lingüístico.
PROCEDIMENTOS ANALÍTICOS são os procedimentos científicos da identificação das causas que produzem os efeitos, pelas relações de causa e efeito, para dar ou atribuir um nome próprio aos distintos tipos de causas encontradas. Pois, conforme os princípios da ciência, não á efeito sem causa, e a cada efeito distinto, encontrado e confirmado, é preciso postular uma causa. As causas se conhecem e identificam pelos efeitos, e todos os efeitos, elementos e sistemas que se encontram e se identificam precisam receber a sua caracterização e o seu nome próprio, para não ferir as Regras do Discurso do Método de René Descartes.
Assim, por exemplo, os efeitos que consistem em expressar Sentidos, Significados e Significações, ou em descrever algum estado de coisas, são Efeitos Sígnicos, que se observam e nos fazem postular a existência de um conjunto de Sistemas Lingüísticos Sígnicos. Enquanto queos efeitos que consistem em gerar ou produzir Energias e Forças são Efeitos Energéticos, que se observam e nos fazem postular como causas um conjunto de Sistemas Lingüísticos Energéticos.
TERMINOLOGIA:
SISTEMAS SÍGNICOSsão os sistemas lingüísticos que expressam ou produzem Sentidos, Significados e Significações, e descrevem algum estado de coisas.
SISTEMAS ENERGÉTICOSsão os sistemas lingüísticos que geram ou produzem energias, forças e efeitos lingüísticos, psíquicos, mentais, comportamentais, interativos e sociais, ou com vários termos, os sistemas lingüísticos que produzem energias, forças, efeitos, eficácia, competência, competitividade, vitalidade, produtividade e poder, nas esferas da sociedade, da cidadania, da profissão, da empresa, da política, da economia, da cultura, da civilização, da religião, das relações sociais, relações humanas, relações públicas e relações internacionais.
Corpus1: Hino do Galo da Madrugada
Cantor: Alceu Valença
Composição: José Mário Chaves
ESTRIBILHO
Ei pessoal, vem moçada
Carnaval começa no Galo da Madrugada (BIS)
1ª.A manhã já vem surgindo,
O sol clareia a cidade com seus raios de cristal
E o Galo da Madrugada
Já está na rua, saudando o Carnaval
Ei pessoal...
2ª.As donzelas estão dormindo
As cores recebendo o orvalho matinal
E o Galo da Madrugada
Já está na rua, saudando o Carnaval
Ei pessoal...
3ª.O Galo também é de briga, as esporas afiadas
E a crista é coral
E o Galo da Madrugada, já está na rua
Saudando o Carnaval
Ei pessoal...
PROCEDIMENTOS:
Vamos analisar com procedimentos integrativos, ao mesmo tempo, léxicos, verbais, semânticos, semióticos, empíricos e analíticos, a letra do Hino do Galo da Madrugada, que como já tratado é um pedaço de língua, um conjunto de versos, um texto para todos os efeitos.
“O Galo da Madrugada”é um bloco carnavalesco que sai brincando o carnaval pelas ruas do Recife no Sábado de Zé Pereira.
O estribilho do Hino do Galo da Madrugada é uma convocação do povo do Recife e Pernambuco para participar do carnaval.
De fato, os termos da letra do estribilho, como “ei pessoal”, “vem moçada”, são uma convocação, uma chamada mobilizando toda a população. São termos que produzem uma força de chamada ou convocação de todo o povo. É uma expressão que se transforma em um refrão da cultura pernambucana, um bordão.
Refrão, pelo dicionário Aurélio, é uma fórmula vocal que se repete regularmente numa composição.
Bordão é uma palavra ou frase que se repete a cada passo.
O uso do vocativo, “ei pessoal”, é uma invocação chamando à coletividade; e o imperativo “vem moçada”é uma convocação para participar: “Carnaval começa no Galo da Madrugada”.
O estribilho é uma convocação e se repete quatro vezes, no início e depois de cada estrofe. Por ser uma convocação, a letra do estribilho está impregnada de energia lingüística, pela estrutura semântica, para convocar, persuadir e influenciar a população. A sua repetição é uma redobrada de energia lingüística, psíquica e mental, quatro vezes maior do que se o estribilho fosse cantado uma só vez. É Energia potenciada a mil.
A energia coletiva e individual vai se acumulando progressivamente, cuja força e intensidade se manifesta pela força como o povo dança o frevo do hino. Assim, o Hino do Galo da Madrugada é um símbolo de Pernambuco, um ato de energização coletiva do povo e uma convocação para a participação da festa, para entregar-se ao calor do frevo com todo o prazer da alma e da mente, como expressa o seguinte texto dirigido aos visitantes e turistas.:
A expressão “Carnaval começa no Galo da Madrugada” é uma exaltação do Bloco carnavalesco, colocando-o por cima de todos os demais blocos de Pernambuco. No plano subliminar da cultura, da antropologia e da história podemos observar que é uma exaltação do Recife, por cima de todos os demais municípios de Pernambuco; bem como a exaltação da contribuição lusitana na formação original de Pernambuco e do Brasil, por cima da contribuição espanhola, africana e ameríndia. O Galo é um símbolo forte de Portugal, que se colocou no Recife na cabeça de tudo, e o povo do Recife tem uma consciência implícita do fato, arrastando com o seu entusiasmo a todo o povo pernambucano, e a uma parte do povo brasileiro.
A letra do hino do Galo da Madrugada é um símbolo emblemático que revela no plano subliminar o alto grau da competitividade histórica dos recifenses ao longo de toda a sua história pela liderança de Pernambuco, especialmente, no período dos mascates, quando tomaram de Olinda a Capital de Pernambuco.
A primeira estrofe é a primeira composição da cena da natureza e da cidade, com os lindos versos de José Mário Chaves, cantados por um dos maiores fenômenos do carnaval pernambucano e brasileiro, Alceu Valença.
É uma descrição da passagem das horas entre a madrugada e o raiar do dia quando o Galo da Madrugada sai às ruas do Recife, bem como do movimento do bloco frevando e fazendo o carnaval. Assim, a partir deste ponto de vista, a primeira estrofe é um Signo, ou Sistema Sígnico que expressa sentidos e significados, e descreve um estado de coisas. Porém, tudo na primeira estrofe está impregnado de energia, e isso precisa ser explicado e justificado.
As expressões“A manhã já vem surgindo”. “O sol clareia a cidade com seus raios de cristal” retratam a cena da madrugada que se levanta e o raiar do dia, quando o sol clareia a cidade com seus raios de cristal. Na letra do Hino, todo o ambiente físico e urbano está impregnado com a energia do sol, incrementada com a energia do bloco nas ruas energizadas recebendo os foliões; e por cima de tudo acrescenta a energia vibrante do bloco frevando e brincando nas ruas.
É uma circularidade energética impressionante entre o plano verbal e o não-verbal (o plano cultural, antropológico, físico e sociológico). Pois, o Galo, superando a alta madrugada, já está na rua “saudando o carnaval”: É uma saudação impregnada da energia daquele que é comprovadamente o maior carnaval de rua do Brasil e do mundo.
“Saudar” significa “cumprimentar, cortejar”; “dirigir reciprocamente cumprimentos ou saudações”. (Dicionário Aurélio). Assim, a estrofe significa que o bloco já está nas ruas “saudando o carnaval”, saudando todo o povo, formado por foliões que chegam para brincar.
A segunda estrofe faz uma segunda composição da cena, a cena da população e do bloco se movimentando: “As donzelas estão dormindo”, o que significa que tudo começa na alta madrugada. “As cores das plantas e das flores recebendo o orvalho matinal”, e o Galo da Madrugada já está na rua saudando o Carnaval, ou seja, despertando as donzelas e chamando a todo o povo para frevar e brincar.
A terceira estrofe apresenta a figura emblemática do Galo da Madrugada.
“O Galo é também de briga, as esporas afiadas e a crista é coral”.
A estrofe é uma evocação do galo de briga, uma exaltação das qualidades dos melhores galos de briga aplicadas simbolicamente ao bloco carnavalesco. É o primeiro que sai na alta madrugada, antes do que qualquer outro bloco; pois os demais virão depois, depois do sol raiar: Afirma que O Galo abre o carnaval, e que os demais blocos vêm depois. É o bloco mais forte de todos, com as esporas afiadas, “de briga”, o mais poderoso. Nenhum vai ganhar do Galo; ele é o maior, o maioral, e altaneiro, pois “a crista é coral”.
Todos os termos da letra são altamente energéticos, como todo o funcionamento do carnaval e a história de Recife e Pernambuco, que têm que lutar bravamente contra o holandês e contra as adversidades da história, durante a colônia, contra as incompreensões da política durante o império, na formação da República e na sua evolução histórica.
Tudo na letra dessa canção, igualmente, no estribilho com nas estrofes, está impregnado de energias lingüísticas, que geram energias psíquicas, mentais, comportamentais, sociais, políticas e antropológicas gigantes, como gigante é o bloco, que congrega todo ano frevando e brincando mais de um milhão de pessoas, o maior bloco carnavalesco de rua do Brasil e do mundo.
Deste modo, o fato lingüístico da letra do Hino do Galo da Madrugada mostra que a estrutura semântica da língua portuguesa assume, em determinados usos e contextos, lado a lado, essas duas funções:
a)A função sígnica, expressando sentidos e significados, e descrevendo algum estado de coisas; e
b)A função energética, produzindo energias e forças lingüísticas que geram energias psíquicas, mentais, comportamentais e sociais.
O fato mostra que, nesta canção, a estrutura semântica da língua portuguesa não somente expressa sentidos e significados, pois também produz energias e forças de chamada e convocação da população, contradizendo as teorias semânticas tradicionais e estruturalistas, que reduzem a língua à estrutura semântica, e a estrutura semântica a um signo que expressa sentidos e significados.
EXPLICAÇÕES TEÓRICAS:
Para perceber a energia lingüística de um texto como o Hino do Galo da Madrugada é preciso analisar os elementos (as formas, estruturas, palavras, sintagmas e frases da letra, e os efeitos que produzem) a partir de duas coordenadas integradas:
a)A partir da coordenada das relações entre os sistemas verbais e os não verbais;
b)A partir da coordenada das relações de causa e efeito.
Isso significa, em primeiro lugar, que não devemos nos limitar à análise das estruturas verbais, pois é preciso observar as relações existentes entre as estruturas verbais e não-verbais; e as relações de causa e efeito das estruturas verbais e não-verbais do texto com as energias, forças e efeitos que produzem na coletividade.
Quando a canção é cantada no Sábado de Zé Pereira, no carnaval, todas as estruturas verbais e não verbais da letra do Hino, as estruturas semânticas e os níveis de significação semiótica, lógica, simbólica e pragmática, causam efeitos.
O primeiro passo é aplicar os PROCEDIMENTOS DE OBSERVAÇÃO EMPÍRICA para perceber os efeitos: Observar e designar os efeitos que as formas e as estruturas da letra da canção causam, e como funciona esse fenômeno.
Assim, por exemplo. Quando Alceu Valença canta o estribilho do Hino do Galo da Madrugada: “Ei pessoal, vem moçada
Carnaval começa no Galo da Madrugada”, as palavras mexem com a mente e a psique dos foliões convidando-os para frevar; e os foliões começam a frevar. Esse é um dado observado inúmeras vezes e observável. Não é em todo momento que causam esse efeito; noutros momentos, podem causar um sentimento de prazer lúdico, alegria e satisfação, sem levá-los a dançar; talvez a fazer outras brincadeiras com as pessoas em volta, ou brincadeiras com a imaginação e a fantasia.
São efeitos observados e observáveis, indícios de que tais formas e estruturas funcionam naqueles contextos como Sistemas Energéticos, sistemas geradores de energias forças e efeitos.
O segundo passo é aplicar PROCEDIMENTOS ANALÍTICOS, para identificar os tipos de efeitos, e atribuir-lhes um nome, e dar um nome também aos sistemas lingüísticos que os produzem. Porque para cada elemento, sistema ou aspecto é preciso dar um nome específico; e pelos efeitos se conhecem as causas.
Deste modo, é preciso postular a existência de tantos sistemas lingüísticos energéticos quantos efeitos distintos as formas e as estruturas da letra produzem ou causam.
Assim, por exemplo, o sintagma“Ei pessoal”, produz o efeito do chamado vocativo, de “vocare”, um efeito de convocação ou chamada para... Não somente chama, no sentido pobre de nomeia (conforme o significado tradicional do termo), e sim um efeito de convocação forte, como chamar, convocar. Isso significa que esse sintagma é um sistema lingüístico energético vocativo, que produz forças de convocação e exerce as funções de chamada das pessoas a quem se dirige, os foliões pernambucanos, ou de forma mais genérica, o povo do Recife e Pernambuco, para participarem do bloco e do carnaval.
Por sua vez, o sintagma “vem moçada” produz efeitos imperativos ou exortativos.Pelo modo imperativo, exorta ou manda à moçada para vir à festa carnavalesca para frevar e brincar no Galo da Madrugada.
Assim, percebemos, em primeiro lugar, que o estribilho produz energias lingüísticas, psíquicas, mentais, comportamentais e sociais pelas estruturas verbais e semânticas. Por isso, é preciso analisar, em primeiro lugar, este tipo de sistemas lingüísticos. Porém, o estribilho produz também vários tipos de energias lingüísticas, psíquicas, mentais e comportamentais, altamente variáveis e dinâmicas, pelos níveis de significação semiótica, lógica, simbólica e pragmática.
A primeira estrofe é um Signo, ou Sistema de Signos, que expressa sentidos e descreve algum estado de coisas, na medida em que é uma descrição da passagem entre a madrugada e o dia que vem raiando quando o Galo da Madrugada sai às ruas do Recife. Porém, é preciso ver que não é somente um Signo, pois é também um Sistema Energético, não somente pelas estruturas semânticas como o estribilho, como também pelos níveis de significação semiótica, lógica, simbólica epragmática, nas relações entre as estruturas verbais e não-verbais, na relação entre as palavras e o contexto de situação, as circunstâncias, as intenções, o implícito da cena.
Na medida em que a segunda estrofe é uma descrição de como as donzelas estavam dormindo no momento em que o bloco sai às ruas na alta madrugada, quando o orvalho matinal cai sobre as cores das plantas e das flores, é um Signo ou Sistema Sígnico, que expressa sentidos e descreve algum estado de coisas. Porém, não é somente um Signo, pois é também um Sistema Energético, conjuntamente pelas estruturas semânticas e sintáticas, e pelos níveis de significação semiótica, lógica, simbólica epragmática, nas relações entre as estruturas verbais e as não-verbais com o contexto de situação, as circunstâncias, as intenções, o implícito da cena.
Na medida em que a terceira estrofe é uma descrição das qualidades do Galo, que é de briga, as esporas afiadas e a crista de coral, é um Signo ou Sistema Sígnico, que expressa sentidos e descreve algum estado de coisas. Porém, não é somente um Signo, pois é também um Sistema Energético, não somente pelas estruturas semânticas, como também pelos níveis de significação semiótica, lógica, simbólica epragmática, nas relações entre as estruturas verbais e as não-verbais com o contexto de situação, as circunstâncias e as intenções.
Deste modo, o estribilho é um Sistema Energético pelos procedimentos da estrutura semântica e pelos níveis de significação semiótica, lógica, simbólica e pragmática, enquanto que as três estrofes são Signos ou Sistemas Sígnicos pelas estruturas semânticas, e Sistemas Energéticos pelos níveis de significação semiótica, lógica, simbólica e pragmática, como vários autores da Semiótica têm percebido na análise das obras literárias.
Assim, podemos concluir que se verifica pelos dados da pesquisa que as formas e estruturas do Corpus 1que expressam sentidos e significados ou descrevem algum estado de coisas, são SISTEMAS SÍGNICOS, enquanto que as formas e estruturas que produzem energias e forças são SISTEMAS ENERGÉTICOS.
Podemos expressar esse mesmo princípio com outros termos: Os SISTEMAS SÍGNICOS e os SISTEMAS ENERGÉTICOS não estão separados por uma dicotomia absoluta, linear e radical no Corpus 1, pois funcionam juntos e integrados.As formas e as estruturas do enunciado do Corpus 1 são ao mesmo tempo SISTEMAS SÍGNICOS, na medida em que expressam Sentidos / Significados e descrevem algum estado de coisas, e SISTEMAS ENERGÉTICOS, na medida em que produzem Energias, Forças e Efeitos.
Deste modo, a letrado Hino do Galo da Madrugada é um texto que está constituído por duas camadas de sistemas lingüísticos:
a)Por uma camada de Sistemas Sígnicos;
b)Por uma camada de Sistemas Energéticos.
Deste modo, podemos começar a introduzir fórmulas na Lingüística Dinâmica e Integrativa:
O Corpus 1está constituído pela fórmula:
HGM=SS + SE
Sendo que as letras tem os seguintes valores:
HGMrepresenta o Hino do Galo da Madrugada (Corpus 1)
SSrepresentaacamada dos Sistemas Sígnicos;
SErepresentaa camada dos Sistemas Energéticos.
A lingüística Dinâmica e Integrativa não nega, nem nunca negou, que a língua é Signo ou Sistema de Signos. O que contesta das teorias sígnicas da tradição e do século XX é a sua posição estreita, unilateral, unívoca e dicotômica, pela qual reduziram a língua ao Signo ou ao Sistema de Signos; pois percebe que a língua é também Energia, um Sistema Energético produtor de energias e forças.
Os lingüistas do século XX não perceberam a importância / necessidade de aplicar o Paradigma Energético ao campo lingüístico, e não viram os Sistemas Energéticos na língua e na linguagem,porque estavam afetados por uma CEGUEIRA E PARALISIA PARADIGMÁTICA, no sentido dos termos na concepção científica de Thomas KuhneAlbert Einstein.
Isso significa que a lingüística herdada do século XX tem um problema paradigmático grave: Os lingüistas que defendem os paradigmas absoluto, linear, dicotômico e estático de Newton, Euclides, Zenão de Eléia, Parmênides e Saussure, como se fossem princípios absolutos e universais da ciência, desconsiderando as Regras do Discurso do Método de René Descartes, deixando de lado os princípios da Teoria da Relatividade, e negando o Paradigma Energético, sofrem o mal de uma CEGUEIRA OU PARALISIA PARADIGMÁTICA, que deixou a lingüística como uma ciência atrasada.
Conforme a concepção científica de Thomas Kuhn e Albert Einstein, CEGUEIRA PARADIGMÁTICAé a incapacidade dos lingüistas do século XX de perceberem a necessidade de aplicar o paradigma DINÂMICO, ENERGÉTICO, INTEGRATIVO E INTERDISCIPLINAR nos campos da Lingüística Geral e da noção de língua. Tais autores e escolas não aplicaram o PARADIGMA ENERGÉTICO nos campos das ESPECIALIDADES ENERGÉTICAS desta ciência. Cegueira Paradigmática é a incapacidade de verem a existência de sistemas energéticos na língua e na linguagem.
PARALISIA PARADIGMÁTICAé a incapacidade dos lingüistas do século XX de acompanharem o processo de desenvolvimento científico das ciências e especialidades avançadas, como a física atômica e nuclear, a química, a matemática, a biologia, a ecologia, a oceanografia, a astronomia, a sociologia, a psicologia. Estas ciências formularam o Paradigma Energético e desenvolveram as suas Especialidades Energéticas, enquanto que a lingüística sofreu uma paralisia paradigmática, que representa para a lingüística do século XX a perda da função desenvolvimentista do Paradigma Energético. Esta é a razão do atraso desta ciência, que precisamos superar.
A Lingüística Dinâmica e Integrativa propõe utilizar as letras das canções do frevo, do maracatu e do carnaval para dinamizar as aulas de português. Por meio das letras pode-se analisar e ensinar não só os sentidos, significados, formas, estruturas, sintagmas e elementos gramaticais, como também o funcionamento das energias lingüísticas que geram energias psíquicas e mentais, estimulando a criatividade psíquica dos alunos, e dinamizando a função da aprendizagem. Para isso é preciso preparar o professor ou professora com esse novo estilo e procedimentos da Lingüística Dinâmica e Integrativa.Os Cursos de Lingüística Dinâmica objetivam, entre outros, este objetivo.
Como seria rico e dinâmico para o estudante. Cada idade requereria um tipo de canções, adaptadas à sua psicologia. Encontraremos nelas a poesia, a arte, a gramática, a semântica, a semiótica e a pragmática.
O carnavalapresentanumerosas canções nas quais podemos analisar o fenômeno da Energia Lingüística.
AURORA (Mário Lago-Roberto Roberti, 1940)
Se você fosse sincera
Ô ô ô ô Aurora
Veja só que bom que era
Ô ô ô ô Aurora
Um lindo apartamento
Com porteiro e elevador
E ar refrigerado
Para os dias de calor
Madame antes do nome
Você teria agora
Ô ô ô ô Aurora
A primeira estrofe da canção Aurora:“Se você fosse sincera, ô, ô, ô, ô, Aurora, Veja só que bom que era ô, ô, ô, ô Aurora”,está impregnada de energias lingüísticas, que, junto com o ritmo e a melodia, geram energias psíquicas e mentais em alta rotatividade carnavalesca.
O sonho do homem apaixonado que gostaria ter consigo a amada, Aurora, num lindo apartamento com todos os confortos, está claramente retratado, cheio de vitalidade. O sonho, qualquer que ele seja, está sempre impregnado de energias psíquicas e mentais.
Igual que o Hino do Galo da Madrugada, a letra da canção Aurora não só expressa sentidos e significados e descreve um estado de coisas, pois também produz, reproduz e faz reviver todo ano essa energia no carnaval. Energia lingüística é a energia gerada pela letra, que produz energias psíquicas e mentais.
As energias psíquicas podem ser o sentimento, a emoção, o carinho, a saudade e a paixão. As energias mentais são o raciocínio, o pensamento, o conhecimento, a experiência.
BALANCÊ (Braguinha-Alberto Ribeiro, 1936)
Ô balancê balancê
Quero dançar com você
Entra na roda morena pra ver
Ô balancê balancê
Quando por mim você passa
Fingindo que não me vê
Meu coração quase se despedaça
No balancê balancê
Você foi minha cartilha
Você foi meu ABC
E por isso eu sou a maior maravilha
No balancê balancê
Eu levo a vida pensando
Pensando só em você
E o tempo passa e eu vou me acabando
No balancê balancê
Belíssimo o romantismo da primeira estrofe: “Ô balancê, balancê, quero dançar com você. Entra na roda morena prá ver, ô balance, balancê”. A estrofe está toda ela impregnada de energia, emoção e sentimento.
A letra da canção “Balance”, com o ritmo da sua melodia e a repetição da palavra balance, balance, tem um português belíssimo cheio de arte, emoção, saudade e romantismo, digno de um bom estudo e aprendizado.
É um exemplo de bom português, a partir do qual pode se analisar na aula a estrutura semântica e a sintaxe, ao mesmo tempo em que a mente e a psique ficam imersas numa energia dinâmica positiva.
A segunda estrofe busca emular a primeira em emoção e admiração pela beleza da morena: “Quando por mim você passa fingindo que não me vê, meu coração quase se despedaça, no balance, balance”.
A importância da morena na vida do homem apaixonado, ou extasiado pela sua beleza, se reflete na terceira estrofe, também cheia de energia vital: “Você foi minha cartilha, Você foi meu ABC. E por isso eu sou a maior maravilha no balancê, balance”.
Toda a vitalidade do homem e da mulher concentra-se num pequeno pedaço da língua, em quatro pequenos versos octosílabos.
É toda a vida do autor e cantor que está implicada nesse balance, balance:“Eu levo a vida pensando, Pensando só em você, E o tempo passa e eu vou me acabando no balancê, balancê”.
BANDEIRA BRANCA (Max Nunes-Laércio Alves, 1969)
Bandeira branca amor
Não posso mais
Pela saudade que me invade
Eu peço paz
Saudade mal de amor de amor
saudade dor que dói demais
Vem meu amor
Bandeira branca eu peço paz
Pelo estilo da letra, do ritmo e pela imponência da melodia, a canção “Bandeira Branca”adquiriu em Pernambucoe no Brasil o sentido e valor de um hino de carnaval, um dos grandes hinos do carnaval pernambucano e brasileiro.
É um hino ao amor e uma invocação à amada, pois o cantante lhe diz: “não posso mais. Pela saudade que me invade eu peço paz”.
O amante, estraçalhado por dentro, pede bandeira branca, pede paz.
A letra é uma evocação à saudade e ao amor, que gera mil energias na psique e na mente do folião, no ritmo da música e da canção.
CABELEIRA DO ZEZÉ (João Roberto Kelly-Roberto Faissal, 1963)
Olha a cabeleira do Zezé
Será que ele é
Será que ele é
Será que ele é bossa nova
Será que ele é Maomé
Parece que é transviado
Mas isso eu não sei se ele é
Corta o cabelo dele!
Corta o cabelo dele!
A letra da canção “Cabeleira do Zezé” retrata, com graça, alegria e uma mal disfarçada ironia, a parte lúdica da vida, da brincadeira com as palavras que as relações humanas implicam em determinadas situações e circunstâncias: “Será que ele é, Será que ele é? Mas, o que ele é? Será bossa nova, Maomé, transviado? “Mas, isso eu não sei se ele é”.
E a conclusão final: “Corta o cabelo dele” “Corta o cabelo dele”.
É o jogo dos contrastes semânticos e irônicos entre as palavras, a forma da sua combinação, o que produz esse tipo de energia psíquica que suscita hilaridade e ironia, uma energia mental que trabalha pelos conceitos em contraste.
Assim, as letras das canções carnavalescas são exemplos que verificam a hipótese formulada de que a língua é um sistema dinâmico gerador de energias lingüísticas, psíquicas e mentais, que atuam no seio de um campo de forças maior no meio do carnaval.
CONCLUSÃO:
A lingüística herdada do século XX, que nega ou desconsidera as dimensões energéticas da linguagem, e defende a obsoleta idéia de que “a língua é estática”, como se fosse um princípio absoluto e universal da ciência, é uma ciência atrasada e uma visão pobre, unilateral e reducionista da linguagem, que prejudica o sistema educativo brasileiro.
Os lingüistas que persistem em manter nos inícios do século XXI os modelos do século XX, e tentam impedir o normal desenvolvimento das Especialidades Energéticas da lingüística, estão enganando a cultura e a civilização: Enganando aos estudantes e profissionais de letras, prejudicando a capacitação profissional e empresarial de todas as categorias, no ensino básico, médio e superior. Deste modo, prejudicam gravemente, como conseqüência, o sistema produtivo e econômico de Pernambuco, do Nordeste, do Brasil e do Terceiro Mundo.