segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

CARTA ABERTA À COMUNIDADE CIENTÍFICA NACIONAL E INTERNACIONAL


MANIFESTO DE LINGUÍSTICA DINÂMICA



Prof. Dr. Antonio Torre Medina
Fórum de Linguística Dinâmica



RESUMO:


Chegou a hora de fazermos uma Carta Aberta à Comunidade Científica Nacional e Internacional, um Manifesto contra o abuso paradigmático do conservadorismo, que há séculos prejudica a formação linguística dos estudantes de Letras e a capacitação profissional e empresarial de todas as categorias, impedindo o normal desenvolvimento das Especialidades Energéticas desta ciência. Estão enganando a cultura e a civilização com sofismas e falsos princípios científicos, com a imposição da falsa ideia de que a língua é estática, e perpetuando o atraso das comunidades de Pernambuco, do Nordeste, do Brasil e do Terceiro Mundo. Há uma questão paradigmática na linguística atual.   





Palavras chave: Nova Filosofia da Ciência, Paradigma Energético. A Língua é «Enérgeia», Atividade, Energia, Força, Vitalidade e Potência.  







1º        Olhada a questão científica da linguística a partir dos fundamentos da Nova Filosofia da Ciência, aparecem evidências de que há dois milênios e meio que os setores unívocos e dicotômicos radicais das escolas da Corrente do «Ergon» enganam a cultura e a civilização com sofismas, falácias, retóricas meronímicas e falsos princípios científicos; como por exemplo, com a imposição da falsa ideia de que a Língua é Estática.  

2º.     Também existem evidências de que durante o ano de 2.016 fará um século que os setores dicotômicos das escolas modernistas e positivistas da linguística do século XX enganam a cultura e a civilização com meias verdades, sofismas e falsos princípios científicos.

3º.     Requeremos à Comunidade Científica Nacional e Internacional a verificação da nova hipótese sobre a noção da Língua da Linguística Dinâmica.

4º      Requeremos a verificação da hipótese de que a Língua não é estática, e de que não é somente um Sistema de Signos, pois é também Ação e um Sistema Energético, ou seja, um sistema produtor de Energias, Forças, Efeitos e Poder. A Língua é um Sistema de Sistemas constituído pela união integrada de Sistemas Estáticos, Modelares, Dinâmicos, Sígnicos, Pragmáticos, Cinéticos, Energéticos, Gerativos, Verbais e Não-verbais, que funcionam juntos e integrados no ato de fala, na conversação, no discurso, no texto e na obra.

4º.     Proclamamos o Manifesto de Linguística Dinâmica contra as dicotomias absolutas que impedem o normal desenvolvimento das Especialidades Energéticas desta ciência, porque é preciso abrir as portas dos “feudos” e construir uma “democracia” teórica e um consenso mínimo quanto à noção de língua e ao objeto da linguística.

6º      Fazemos o presente MANIFESTO de Linguística Dinâmica  contra o abuso paradigmático das escolas estáticas unívocas e dicotômicas radicais da Corrente do «Ergon», que há mais de dois milênios impõem à cultura e à civilização, com abuso paradigmático, a falsa ideia de que a Língua é Estática, como se fosse um princípio absoluto e universal da ciência. Teimam em desconsiderar as dimensões energéticas da linguagem, omitindo e ocultando todo o trabalho de elaboração teórica dos autores e escolas da Corrente da «Enérgeia». Porque é preciso romper com a intransigência das escolas estáticas, unívocas e dicotômicas radicais, que impedem o normal desenvolvimento das Especialidades Energéticas desta ciência.        


Por todas essas razões, declaramos e proclamamos:



I.             Depois de mais de dois milênios em que os equívocos das visões estáticas absolutas de Parmênides (s. VI-V a. C.) e Zenão de Eleia (s. V a. C.) foram impostos no Ocidente como se fossem princípios absolutos e universais da ciência, negando em contrapartida a importância da pesquisa sobre os sistemas energéticas da linguagem, chegou a hora de relativizarmos o paradigma estático absoluto, de superarmos o abuso do paradigma estático da inércia do conservadorismo que impõe a ideia pseudocientífica de que “a língua é estática”.

II.           Há mais de dois milênios que foi disseminada a falsa ideia de que a terra era uma plataforma plana apoiada nos sólidos pilares de Hércules e o universo uma abóbada celeste fixa e imutável. De forma semelhante, aconteceu também na linguística a imposição da falsa ideia de que a Língua é Estática. Por isso, chegou a hora de colocarmos o Paradigma Estático no lugar que lhe corresponde, nos campos das Especialidades Estáticas, e fazer com que os setores das concepções estáticas deixem de impedir o normal desenvolvimento das Especialidades Energéticas da linguística;

III.          Depois de um século que os setores dicotômicos radicais do Estruturalismo Formalista impuseram a falsa ideia de que a língua é estática, definindo-a como “uma forma, não uma substância” ou como um sistema de relações imateriais e valores puros, ou como um sistema de signos, ou como um conjunto de formas, estruturas e sistemas verbais, chegou a hora de desvendar a retórica meronímica que representou a concepção dos setores dicotômicos radicais daquela escola.

IV.         Depois de um século em que impuseram na linguística o paradigma formalista-puro como se fosse uma necessidade absoluta da ciência para todas as especialidades, é hora de superar no século XXI o abuso da extrapolação do Paradigma Formalista, para situá-lo no lugar que lhe corresponde, nos campos das Especialidades Formalistas;

V.           Chegou a hora de mostrar equitativamente os dois lados da questão: Que a dicotomia é um principio formal relativo dos campos das Especialidades Dicotômicas. Porém, quando extrapolada e imposta a todas as Especialidades, como se fosse um princípio absoluto e universal da ciência, converte-se em um erro teórico no plano da filosofia da linguagem e da noção de língua, porque separa radicalmente, como se fossem totalmente contraditórios e irreconciliáveis, conjuntos de sistemas que funcionam normalmente juntos e integrados no ato de fala, na conversação, no discurso, no texto e na obra.  Chegou a hora de relativizar a dicotomia radical e absoluta, para situá-la no lugar que lhe corresponde, nos campos das suas Especialidades específicas.

VI.         Depois de um século em que foi imposto o paradigma formalista-puro como se fosse um princípio absoluto e universal da ciência, chegou a  hora de superar no século XXI o abuso da extrapolação do paradigma formalista puro para situá-lo no lugar que lhe corresponde, no campo das Especialidades Formalistas;
  
VII.        Depois de um século em que foi criada e imposta a retórica meronímica do Paradigma Linear da geometria plana euclidiana idealizada, convertida em um princípio absoluto e universal da linguística, chegou a hora de colocar o paradigma linear no lugar que lhe correspondente, no campo das Especialidades Lineares.

VIII.      Chegou a hora de superar no século XXI o abuso paradigmático da imposição dos paradigmas estáticos e formalistas unívocos e dicotômicos, extrapolados como si fossem princípios absolutos e universais da ciência. A hora de mostrar que aquelas opiniões eram erros teóricos hoje insustentáveis nos campos da filosofia da linguagem, da linguística fundamental e da noção de língua.

IX.         Chegou a hora de assumirmos na ciência linguística a descrição em termos de dinâmica, pela aplicação aberta e integrada dos Paradigmas Dinâmicos e Energéticos à pesquisa sobre os sistemas energéticos da língua e da linguagem, sem as dissimulações ideológicas nem os hermetismos retóricos da política linguística elitista de Maquiavel, que postula “Todo o poder linguístico para o Príncipe; nenhum poder linguístico para o povo”. Por isso, se ensina a língua ao povo como se fosse estática, em função da política. Chegou a hora de superarmos a inércia do conservadorismo para integrar o Paradigma Energético da ciência avançada no campo linguístico, para a pesquisa, identificação e caracterização dos sistemas linguísticos produtores de energias e forças de ação, reação e efeitos no ato de fala, na conversação, no discurso, no texto e na obra, e para integrar a hipótese de que a língua é um instrumento potente de força e poder.

X.           Também durante o século XX, as tendências dicotômicas radicais têm levado alguns setores ao extremo de imporem no âmbito linguístico a falácia descritiva da dicotomia absoluta e radical, para perpetuar o imobilismo, omitindo e negando os sistemas energéticos da língua, maculando, desqualificando e discriminando os autores e setores que têm aplicado ao campo linguístico a descrição em termos de dinâmica, pela introdução dos paradigmas energéticos da ciência avançada, para a identificação e caracterização dos sistemas energéticos da língua, hipótese postulada por Aristóteles e a corrente da «Enérgeia» durante o período grego clássico, reforçada no final do século XVIII pelo trabalho de observação sistemática de numerosas línguas de todos os continentes pelo linguista alemão William von Humboldt, reforçando a hipótese aristotélica de que a língua é atividade, energia, força, vitalidade e potência, trabalho que teve continuidade pelo desenvolvimento da escola humboldtiana durante os séculos XIX e XX. Porém, essa concepção tão importante foi desconsiderada e negada por meio do abuso paradigmático e do ocultismo histórico pelos setores unívocos e dicotômicos radicais da Corrente do «Ergon».        

XI.          Depois de várias décadas que as tendências dicotômicas da Pragmática reduziram a noção austiniana de FORÇA ILOCUTIVA à categoria do Significado e à Estrutura Semântica, reduzindo-a a uma “força mínima”, ou a uma espécie de “força misteriosa” sem forças mentais, psíquicas, intencionais, comportamentais, estratégicas e interativas do falante na emissão do ato ilocucionário, e depois de que Levinson prognosticara o colapso da Tese e da Antítese, percebendo o colapso da tendência dicotômica da pragmática, chegou a e depois de que Levinson prognosticou o colapso u com uma força mmo um conjunto de formas, estruturas e sistemas verbais, cheg hora de integrarmos na pesquisa linguística o Paradigma Energético da Corrente da «Enérgeia», que define a língua como atividade, energia, força, vitalidade e potência: É hora de fazer com que o Paradigma Energético seja reconhecido e integrado no campo linguístico, como um paradigma fundamental da ciência, tão importante e relevante nos campos das suas Especialidades quanto o paradigma estático, o sígnico, o formalista e o pragmático nos seus próprios campos.


XII.        Chegou a hora de introduzir no plano mais alto da terminologia linguística as noções aristotélicas e humboldtianas de energia, força e potência, porque a língua não é somente um Sistema de Signos para expressar sentidos, significados e significações, e realizar a comunicação; pois os dados da pesquisa conforme os fundamentos da Nova Filosofia da Ciência mostram evidências de que a Língua é também um sistema produtor de energias e forças de ação, reação e efeitos, um sistema energético, um instrumento poderoso de energização das mentes, das psiques, das consciências, dos comportamentos e das ações, um sistema de força e poder. Porém continuam preparando os estudantes de Letras para ensinarem a Língua como se fosse estática, gerando um prejuízo considerável na capacitação profissional e empresarial de todas as categorias.

XIII.      Conforme os dados empíricos, analíticos e epistemológicos da pesquisa, é preciso incluir a categoria de FORÇA, junto com a categoria do SIGNIFICADO, no plano mais alto da terminologia linguística fundamental, considerando que é uma categoria formalmente independente do SIGNIFICADO, localizada no seio do conjunto das CIÊNCIAS OU ESPECIALIDADES ENERGÉTICAS (formalmente independentes e distintas das especialidades da SEMIOLOGIA).

XIV.       Os dados empíricos, analíticos e epistemológicos atualmente disponíveis, levam-nos a conclusão de que é preciso repensar a concepção fundamental das teorias linguísticas, pois a noção de FORÇA é na língua tão importante quanto a de SIGNIFICADO, e nalguns aspectos ou pontos de vista mais importante.

XV.        Os distintos setores da Pragmática precisam tomar consciência de que essa ideia já está clara e explícita nas obras de Aristóteles e na obra “Palavras e ações: Como fazer coisas com palavras” de John Austin;
  
XVI.      A FORÇA linguística não é da natureza do SIGNO, do SIGNIFICADO, do SENTIDO ou da SIGNIFICAÇÃO; não é da natureza da SEMIOLOGIA, e sim dos SISTEMAS ENERGÉTICOS.

XVII.    É hora de superarmos no século XXI o abuso dos paradigmas estáticos e formalistas dicotômicos, extrapolados e impostos como si fossem princípios absolutos e universais da ciência. É a hora de mostrar as evidências de que as visões linguísticas absolutas e radicais eram erros teóricos fundamentados numa lógica formal deturpada, hoje insustentável nos campos da filosofia da linguagem e da noção de língua. Pois, como observa Backtin podem ser qualificados como “O próton Pseudos da Primeira Mentira do Objetivismo Abstrato”;

XVIII.  Chegou a hora de substituir todas as noções de língua unívocas, estáticas e dicotômicas da tradição e do século XX, por uma nova noção dinâmica, integrativa e multidimensional nos campos da filosofia da linguagem e da Linguística Fundamental;

XIX.               As ESPECIALIDADES ENERGÉTICAS da linguística distinguem-se das ESPECIALIDADES PRAGMÁTICAS, porque as Pragmáticas tratam dos sistemas da ação, preferencialmente nos campos da linguagem do cotidiano, enquanto que as ESPECIAQLIDADES ENERGÉTICAS tratam dos sistemas linguísticos produtores de energias e forças de ação, reação e efeitos, bem como dos sistemas de energização mental, psíquica, comportamental, interativa, social e política da língua em uso, amplamente utilizados por algumas figuras e líderes ao longo da histórica dos povos, como, por exemplo, por Hitler, Napoleão, Lênin, Mão, Jesus de Nazaré, Maomé, etc. Não acreditamos que os pragmáticos dicotômicos tenham condições de negar os sistemas energéticos da língua pela simples razão de que os seus paradigmas dicotômicos sejam incapazes de percebê-los, identificá-los e caracterizá-los.
         
XX.                Defendemos que as teorias linguísticas herdadas da tradição e do século XX, precisam ser revistas desde os seus fundamentos teóricos, científicos e filosóficos primeiros.

         Por várias razões, parece-nos que existe uma razão de ser para declarar o presente MANIFESTO nos inícios do século XXI, contra as posições radicais absolutas assumidas por determinados setores, contra o abuso da radicalização extrapolada dos enfoques estáticos, unívocos, dicotômicos, unilaterais e reducionistas, porque é preciso tomar consciência do equívoco científico historicamente perpetuado pela dependência da ciência da língua em relação à política linguística elitista de Maquiavel, assumindo pseudoprincípios como se fossem princípios absolutos e universais da ciência.   

                   A Linguística Dinâmica é a parte da linguística que assume a tarefa de investigar, identificar e caracterizar os sistemas energéticos da língua, estimulando o desenvolvimento das habilidades e forças linguísticas da cidadania e da produtividade profissional e empresarial.  

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